Publicado: 21 de setembro de 2021, 10:24

Sinfônica de Sergipe prossegue temporada presencial, com obras de Mozart, Brahms e Borodin


Nesta próxima quinta-feira, dia 23 de setembro, às 20h30, a Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) retorna ao palco do Teatro Tobias Barreto para a realização de seu segundo concerto com público presencial no ano de 2021. O destaque do repertório vai para a Sinfonia “Júpiter”, de Mozart, a última de suas composições do gênero e uma das mais importantes sinfonias do classicismo. Completam o programa a majestosa Abertura Festival Acadêmico, de Brahms, e as famosas Danças Polovtsianas, da ópera “Príncipe Igor”, do compositor russo Alexander Borodin. A regência da Orsse será do maestro Guilherme Mannis; a orquestra, para a sua performance, observará os Protocolos de Segurança Sanitária desenvolvidos pelo Fórum Brasileiro de Ópera, Dança e Música de Concerto. A Orsse é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê. A entrada é franca, limitada a 75% da ocupação do Teatro, conforme decretos governamentais.

A última sinfonia – nº 41 – composta por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), foi concebida em circunstâncias não usuais. Geralmente, uma sinfonia leva meses para ser composta. Mozart, entretanto, durante o verão de 1788, compôs três sinfonias em menos de dois meses: a Sinfonia nº 39 (K. 543) foi completada no dia 26 de junho; a famosíssima Sinfonia nº 40 (K. 550), em 25 de julho; e a Sinfonia no 41, “Júpiter” (K. 551), em 10 de agosto. Suas últimas sinfonias foram editadas apenas na virada do século e não se tem registro algum de que as três tenham sido executadas enquanto era vivo. “Júpiter”, o subtítulo de sua mais grandiosa sinfonia, daquela que abriria definitivamente as portas para o Romantismo musical do século seguinte, não se originou da pena de Mozart; foi criado em Londres, pelo empresário Johann Peter Salomon, que portava sempre grandes estrelas da música à capital inglesa.

Outra peça importante do programa é a Abertura Festival Acadêmico, de Johannes Brahms (1833-1897), uma compilação de diversos hinos estudantis concebida em homenagem à Universidade alemã de Breslau (hoje Wrocław na Polônia). Brahms recebeu o título de Doutor “Honoris Causa” desta instituição, e o compositor viu-se obrigado a escrever uma obra para a ocasião. Completam o programa as “Danças Polovtsianas”, da ópera “Príncipe Igor”, do compositor Alekander Borodin (1833-1887). Muitas vezes apresentado como peça independente em concertos, este conjunto de danças trata-se de uma das obras mais populares e vibrantes do repertório clássico.

Sobre o programa, o maestro Guilherme Mannis, diretor artístico da Orsse, comenta: “Voltar à música viva no Teatro Tobias Barreto, com a presença de público, é um acontecimento muito especial para todos nós. Poder trazer um repertório tão significativo como este, é motivo de muita alegria. Aliaremos a mais imponente das obras de Mozart – a sua magistral sinfonia Júpiter –, a peças de fácil compreensão e bastante impressionantes sonoramente, como a Abertura Festival Acadêmico e as Danças Polovtsianas. Sem dúvida, é um concerto de muita sensibilidade e de emoções fortes.”

Programação

Orquestra Sinfônica de Sergipe
Temporada de Concertos 2021 – Três olhares sobre o Romantismo musical – Retorno aos concertos com público presencial
Quinta-feira, 23 de setembro de 2021, 20h30
Teatro Tobias Barreto
Entrada franca – limitada a 75% da lotação do Teatro, conforme decreto governamental. Ocupação do teatro por ordem de chegada.

Guilherme Mannis, regente

Johannes BRAHMS (1833-1897)
Abertura Festival Acadêmico, op. 80

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
Sinfonia nº41, K. 551, em Dó maior, Júpiter
I. Allegro vivace
II. Andante cantabile
III. Allegretto
IV. Molto Allegro

Alexander BORODIN (1833-1887)
Danças Polovtsianas da ópera “Príncipe Igor”

Realização: Fundação de Cultura e Arte Aperipê – Governo de Sergipe


Atualizado: 21 de setembro de 2021, 10:24